24/06/2017


Dos 29 nomes do elenco, 27 têm vínculo com o clube alvinegro por
pelo menos mais um ano; herói, Cleiton está confirmado até 2019

Vinícius Dias

Classificada pelo presidente Daniel Nepomuceno como "maior título da história da base", a conquista da Copa do Brasil sub-20, na última semana, veio acompanhada de outra boa notícia para os torcedores do Atlético: 27 dos 29 campeões têm contrato com o clube alvinegro por, no mínimo, mais um ano. O volante Pablo e o atacante Pedro Artur, cujos vínculos se encerram no fim desta temporada, são as exceções entre os atletas que foram relacionados para pelo menos uma partida.


O Blog Toque Di Letra, em parceria com o portal Rede do Futebol, fez um levantamento da situação contratual dos comandados de Ricardo Resende. Três estão emprestados ao Atlético: o lateral-direito Wenderson e o atacante Pedro Artur, que pertencem ao ABC/RN, e o zagueiro Ruan, do Flamengo/SP. Dos 11 titulares na decisão, cinco foram convocados por Roger Machado para o duelo contra a Chapecoense, neste domingo, pelo Brasileirão: todos têm vínculo pelo menos até dezembro de 2018.

Sub-20 comemora título da Copa do Brasil
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

O troféu erguido no estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, reafirmou o bom momento do sub-20 atleticano. Antes de o time principal se sagrar campeão da Copa do Brasil, uma equipe alternativa da categoria já havia conquistado o tetracampeonato do Torneio de Terborg, na Holanda, e sido vice do Torneio de Ennepetal, na Alemanha. Nas competições internacionais, o Galinho foi comandado por Sérgio Antônio.

Goleiros:
Cleiton - dezembro de 2019
Fernando - janeiro de 2019
Alexsander - março de 2019

Laterais-direitos:
Emanuel - fevereiro de 2019
Welinton - agosto de 2018
Wenderson* - julho de 2018

Zagueiros:
Gleison Bremer - março de 2019
Nathan - dezembro de 2018
Jordan - junho de 2018
Ruan* - julho de 2018
João Vitor - dezembro de 2018

Laterais-esquerdos:
César - dezembro de 2018
Carlos Gabriel - março de 2019

Volantes:
Cícero - dezembro de 2018
Renan Gomes - março de 2021
Anderson Sousa - abril de 2019
Pedro Santos - dezembro de 2018
Pablo - dezembro de 2017

Meias:
Marquinhos - junho de 2020
Daniel - novembro de 2020
Marco Túlio - dezembro de 2020
Vinícius - março de 2021
Lucas Pires - julho de 2019
Igor - outubro de 2020
Pedro Henrique - setembro de 2018

Atacantes:
Flávio - dezembro de 2018
Lucas de Oliveira - outubro de 2018
Anderson Costa - dezembro de 2018
Pedro Artur* - dezembro de 2017

*Atletas emprestados ao Atlético

23/06/2017

Cruzeiro, um time sem a fome de Raposa

Vinícius Dias

Aos 8' da etapa final, Élber recebeu de Rafael Marques, avançou pela direita e arriscou, obrigando Aranha a fazer boa defesa. Depois de 53 minutos de jogo, já em desvantagem no placar, o Cruzeiro acertava sua primeira finalização diante da Ponte Preta. Pênalti polêmico - a meu ver, mal marcado - à parte, um resumo da apresentação deprimente em Campinas. Três dias após a melhor partida da temporada brasileira. Distante no tempo, mas perto no futebol de noites como as que determinaram a eliminação na primeira fase da Copa Sul-Americana.

É possível relativizar argumentando que a Raposa escalou vários reservas nessa quinta-feira, fez um bom segundo tempo na derrota para o líder Corinthians e foi protagonista de confronto empolgante contra o Grêmio, no Mineirão. Mas a tabela mostra um time com um ponto em nove no período, que tem dificuldades para sair vencedor mesmo quando joga bem e normalmente perde quando joga mal. Some-se a isso um dos quatro piores ataques do Campeonato Brasileiro, com oito gols marcados, passando em branco em quatro das nove primeiras rodadas.

Ataque passou em branco pela quarta vez
(Créditos: Marcello Zambrana/Light Press/Cruzeiro)

Com Mano Menezes prestes a completar um ano de trabalho - tempo que na era Gilvan só o bicampeão brasileiro Marcelo Oliveira teve -, ainda não há um conjunto que funcione. Por opção, como nessa quinta-feira, ou necessidade, oito escalações diferentes em nove rodadas, pouco resultado e apenas lampejos de desempenho. O Cruzeiro teve seus melhores momentos neste mês justamente depois de sair em desvantagem: tem peças e qualidade para tomar a iniciativa, mas faltam organização e, principalmente, fazer isso por vontade própria durante as partidas.

A equipe já mostrou que pode ser, mas em junho ainda não é.
Muito porque, com Mano, está longe de ter a fome de Raposa.

22/06/2017


Equipe alvinegra perdeu, no máximo, 16 pontos por edição na era
Horto; neste ano, com Roger, somou apenas cinco dos 15 possíveis

Vinícius Dias

Ponte forte do Atlético no Campeonato Brasileiro de 2012, quando terminou na segunda colocação, o rendimento dentro de casa está aquém do esperado nesta edição. O empate por 2 a 2 contra o Sport, nessa quarta-feira, na Arena Independência, manteve o time alvinegro entre os quatro piores mandantes, com apenas cinco pontos em 15 disputados: 33,3%. No quesito aproveitamento, os comandados de Roger Machado superam apenas o Vitória, que conquistou 26,7% dos pontos em Salvador.


Os números em Belo Horizonte têm incomodado o treinador. "A expectativa para os jogos dentro de casa tem que ser alta. A normalidade é que o mandante vença pelo menos 60% dos jogos. Associada à expectativa criada em torno dos jogadores contratados, isso aumenta. Não dá para fugir da responsabilidade e atribuir nosso insucesso a outras coisas", ponderou após a partida diante do rubro-negro pernambucano. Na classificação geral, o Atlético aparece em 16º lugar, com nove pontos.

Atlético tropeçou nessa quarta-feira
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Desde 2012, quando voltou a mandar seus jogos em Belo Horizonte, o Atlético perdeu, no máximo, 16 pontos como mandante por edição. Em 2015 e 2016, o time alvinegro fez suas piores campanhas em casa: 71,9% de aproveitamento. Os melhores números foram registrados justamente na primeira temporada da era Horto: 14 vitórias e cinco empates, com 82,5% sob o comando de Cuca. Neste Campeonato Brasileiro, disputadas cinco partidas, a equipe já desperdiçou dez pontos.

Campanhas no Brasileirão - era Horto:

2012 - 14 vitórias e cinco empates - 82,5% em casa
2013 - 13 vitórias, cinco empates e uma derrota - 77,2% em casa
2014 - 12 vitórias, cinco empates e duas derrotas - 71,9% em casa
2015 - 13 vitórias, dois empates e quatro derrotas - 71,9% em casa
2016 - 13 vitórias, três empates e três derrotas - 73,7% em casa
2017 - uma vitória, dois empates e duas derrotas - 33,3% em casa

21/06/2017

Ação do Cruzeiro é premiada em Cannes

Vinícius Dias*

A ação realizada pelo Cruzeiro no Dia Internacional da Mulher, em parceria com a ONG AzMina e com apoio da Umbro e da Agência New360, segue repercutindo mundo afora. A campanha #VamosMudarOsNúmeros, que já havia concorrido ao Leão de ouro na categoria Promo, foi premiada nesta quarta-feira com o Leão de bronze na categoria Media do Cannes Lions 2017 - Festival Internacional de Criatividade, na França.

Camisas deram destaque a estatísticas
(Créditos: Site Oficial do Cruzeiro/Divulgação)

Na noite de 08 de março, a Raposa propôs uma reflexão sobre as desigualdades de gênero e a violência contra a mulher no Brasil. Os jogadores da equipe comandada por Mano Menezes entraram em campo para o confronto contra o Murici, válido pela terceira fase da Copa do Brasil, em Alagoas, estampando nas camisas estatísticas referentes às dificuldades enfrentadas pelo público feminino no dia a dia.

Campanha em confronto contra o Murici
(Créditos: Thiago Parmalat/Light Press/Cruzeiro)

A 11 de Alisson, por exemplo, destacou que uma mulher é estuprada no país a cada 11 minutos. A 27 do zagueiro Manoel, autor do primeiro gol, trouxe mensagem sobre a continuidade de 27% das vítimas com seus agressores. A 9 de Ramón Ábila, que deu números finais à partida, ressaltou que apenas nove em cada 100 deputados são do sexo feminino.

*Atualizada às 17h10