20/01/2017


Com novas regras confirmadas nesta semana, equipes poderão ter
cinco estrangeiros no elenco, utilizando no máximo três por duelo

Vinícius Dias

Tratado como 'novo eldorado' da bola e responsável por movimentar cifras milionárias nos últimos anos, o futebol chinês passará por ajustes. Entre as novas regras, a de maior impacto se refere a atletas estrangeiros: a partir desta temporada, apenas três irão a campo a cada jogo - antes, podiam atuar quatro, desde que um fosse asiático. "A mudança pegou a todos de surpresa e mostrou uma clara posição do governo chinês", pondera Thiago Pires, autor do e-book Negócio da China, no qual analisa os padrões dos clubes chineses no mercado.


Mestrando em Gestão do Desporto pela Universidade de Lisboa, o mineiro aponta duas prováveis consequências: redução do espaço dos asiáticos - a maior parte das vagas era ocupada por sul-coreanos e australianos - e do número de reforços estrangeiros, associada a um refinamento técnico. No mercado interno, os reflexos devem ser positivos. "(Deve-se investir) mais recursos em busca dos melhores jogadores do país, seja na contratação de atletas prontos ou na formação de jovens", completa.

Goulart: craque da Superliga em 2016
(Créditos: Guangzhou Evergrande/Divulgação)

Embora destaque a tendência de que as equipes chinesas, cada vez mais, concentrem os esforços no mercado europeu, Thiago Pires pontua que, em médio e longo prazo, a atuação do governo local para conter gastos pode indicar um caminho contrário. "É preciso observar os próximos movimentos do governo chinês, que podem fazer com que, mais uma vez, os clubes do país voltem as atenções para o mercado brasileiro, atrativo tecnicamente e menos oneroso", detalha.

Influência verde e amarela

De 2012 a 2016, intervalo analisado no e-book Negócio da China, a liga chinesa teve fortes traços verde e amarelos. "Somos a nacionalidade com mais jogadores estrangeiros contratados no período: um quarto do total. O Brasil foi, ainda, o principal mercado de origem de estrangeiros, com 14% dessas contratações", revela o autor ao Blog Toque Di Letra. O top 3 de estrangeiros é completado por sul-coreanos e australianos.

E-book traça perfil do mercado chinês
(Créditos: Arquivo Pessoal/Thiago Pires)

Quanto ao perfil dos investimentos, detalhado no e-book em mais de 150 tabelas, predominam atletas com idades entre 26 e 31 anos. "Os clubes da elite chinesa, diferentemente do que sugere o senso comum, não priorizam atletas em fase final de carreira", confirma Thiago Pires. Meias e atacantes são os principais alvos. "Em síntese, atletas maduros, em fase intermediária de carreira e com passagens por seleções, mas não (convocados) nos dois anos anteriores à transferência", resume.

19/01/2017


Jovem formou com Felipe Santana a dupla titular no coletivo desta
quinta-feira, o primeiro comandado por Roger Machado no Atlético

Da Redação

Revelação do Atlético na última temporada, Gabriel iniciou 2017 em alta. Roger Machado orientou nesta quinta-feira o primeiro coletivo, que teve o zagueiro formando dupla titular com o recém-chegado Felipe Santana, ex-Kuban Krasnodar, da Rússia. Empolgado, o jovem, de 21 anos, exaltou a metodologia do treinador alvinegro. "Os trabalhos que o Roger e toda sua comissão estão fazendo são muito bons. Estamos assimilando muito bem a filosofia de trabalho dele".

Zagueiro Gabriel em atividade no CT
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Polivalente, Gabriel também foi aproveitado como lateral-direito em 2016, porém se firmou na zaga, com direito a gol no embate de ida da final da Copa do Brasil. Ao todo, atuou 25 vezes na temporada, sendo 20 como titular. Para este ano, o segundo no elenco profissional, a expectativa é de voos mais altos. "A pré-temporada está sendo a melhor possível. Estamos fazendo trabalhos muito intensos e de forma equilibrada", acrescentou o zagueiro, natural de Pedro Leopoldo.

Primeiro coletivo da temporada

A equipe titular do coletivo comandado por Roger Machado na Cidade do Galo teve Giovanni; Marcos Rocha, Gabriel, Felipe Santana e Fábio Santos; Rafael Carioca, Lucas Cândido, Luan, Robinho e Pratto; Fred. Ao longo da atividade, Pratto deu lugar a Maicosuel.

18/01/2017

Em 2017, menos é mais, Cruzeiro!

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul!

Janela de transferências escancarada e, até agora, o Cruzeiro não encheu uma mão de contratações. Se eu acho isso ruim? Muito pelo contrário. Em muitas situações na nossa vida, menos é mais. Fazer o simples, sem ser simplório. Não agir por impulso, medir consequências dos nossos atos e ter planos para o futuro. Não sei se o Cruzeiro realmente preenche todos os requisitos da frase anterior, mas o simples fato de, por enquanto, não ter havido compra por atacado já me deixa mais confiante.


Já havia se tornado comum ver o clube contratando em quantidade, mas nem tanto em qualidade. Inúmeros jogadores que chegavam e passavam todo o ano, às vezes até mais, sem serem aproveitados até que fossem emprestados, reemprestados e emprestados de novo até que terminassem seus contratos. A Raposa ainda possui vários atletas nessa condição, mas é importante que essa política mude o quanto antes. Se for para investir em contratações, que sejam pautadas especificamente em qualidade técnica e em carências do elenco.

Thiago Neves reencontra Mano Menezes
(Créditos: Site Oficial do Cruzeiro/Divulgação)

Até agora, como todos sabem, chegaram à Toca da Raposa II somente o zagueiro Caicedo, o lateral-esquerdo Diogo Barbosa, o volante Hudson e o meia Thiago Neves. Também houve a confusa negociação com o Palmeiras que definiu a permanência do meio-campista Robinho por no mínimo mais um ano, além de cláusula que dá preferência ao Cruzeiro no futuro, e as saídas de Willian e Fabiano. Poucos, mas bons nomes para completar um grupo que terminou 2016 melhor do que começou.

Peça decisiva na bola parada

O reforço mais comentado é Thiago Neves. Não poderia ser diferente. Ele chega com a responsabilidade de ser um diferencial em campo. Neves é um jogador muito inteligente, que gosta de jogos difíceis e que pode trazer de volta ao elenco algo que ele não tem há bastante tempo: um batedor de faltas. Pode até parecer que não, mas muitos jogos são decididos na bola parada. Seja na cobrança direta, seja em um cruzamento. Deposito muita esperança nesse fator.

Tinga apresenta equatoriano Luis Caicedo
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Somado a isso o fato de os principais nomes terem permanecido e outros estarem em fase final de preparação para voltar aos gramados, creio que o grupo esteja bem mais forte do que no início das duas últimas temporadas. Apesar das saídas de Bruno Rodrigo e Willian, seus setores acabaram não sendo prejudicados devido ao iminente retorno de Dedé, à contratação de Caicedo e às permanências de Ábila e Sóbis, que, ao que tudo indica, vão disputar posição neste ano.

Carência nas laterais celestes

Continuo achando que, na comparação com os demais setores, as laterais continuam sendo o ponto fraco do elenco. Compreendo a dificuldade em se achar jogadores que cheguem para assumir a 2 e a 6, naturalmente, e vou dar meu voto de confiança ao trabalho continuado e que contará com esse período de pré-temporada. Mayke vai ter mais uma chance de recuperar o bom futebol e, oxalá, deixar as insistentes lesões para trás.

Portanto, amigo leitor, não espero nenhuma contratação por agora. Mas, caso ocorra, que venham peças que agreguem valor ao grupo e que sejam superiores às que aqui estão. Menos é mais.

*Gaúcho, torcedor cruzeirense desde junho de 1986.
@pqnofx, atual camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!

17/01/2017


Clube celeste enviou equipe para assistir às partidas da principal
competição sub-20, reeditando a política das últimas temporadas

Vinícius Dias

A derrota por 2 a 1 diante do Flamengo, no último domingo, em Osasco, significou o fim da participação do Cruzeiro na Copa São Paulo de Futebol Júnior logo nas oitavas de final. A maior competição sub-20 do Brasil, no entanto, ainda é assunto nos bastidores. Reeditando a política das últimas temporadas, o clube celeste planeja reforçar o time júnior com atletas que tiverem bom rendimento nos gramados paulistas.


"Temos as posições em que procuramos reforços e monitoramos todos os destaques", confirma Antônio Assunção, superintendente da base, ao Blog Toque Di Letra. "Mandamos uma equipe para lá. Além disso, tenho dois contratados que moram em São Paulo e acompanham tudo por lá. Alguns deles já voltaram, pois diminuíram os jogos e agora tem (transmissão na) TV", completa, revelando detalhes do processo.

Cruzeiro chegou às oitavas da Copinha
(Créditos: Site Oficial do Cruzeiro/Divulgação)

O monitoramento realizado na edição de 2015, por exemplo, resultou em vários reforços. O meia Alex, contratado junto ao Botafogo/SP, integra o elenco profissional desde o último ano. Também chegaram nomes como o volante Thiago Souza, titular da Raposa nesta Copa São Paulo, e o meia-atacante Dudu, atualmente emprestado ao Kashiwa Reysol, do Japão. Os dois se destacaram pelo Guaicurus/MS.

Quarteto rumo ao profissional

Quatro jogadores que se destacaram pela equipe sub-20 em 2016 foram promovidos ao elenco profissional nesta temporada: Lucão (goleiro), Murilo Cerqueira (zagueiro), Lucas Ventura (volante) e Raniel (meia-atacante). O último tem os direitos econômicos ligados ao Santa Cruz, cuja diretoria crê em venda ao Cruzeiro neste semestre.