23/09/2017

Cruzeiro, você precisa ganhar essa copa!

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul!

O Cruzeiro precisa ganhar uma copa. Precisa. A torcida precisa, necessita, está faminta por ganhar uma copa. Tudo bem que fomos bicampeões brasileiros de maneira brilhante recentemente, mas estou - e sei que toda a torcida cruzeirense está - ansioso por vencer uma final. Um jogo. Noventa minutos de tensão que terminem em completa euforia. Ser campeão nacional foi fantástico, foram rodadas após rodadas de um futebol muito bem jogado que nos deixou orgulhosos. Em compensação, em copas e em mata-matas em geral, desde 2013 sofremos de uma estranha síndrome.


Se analisarmos todas as competições das quais participamos de 2013 para cá, com exceção dos campeonatos brasileiros, ou o Cruzeiro foi campeão, ou foi finalista, ou foi eliminado pelo campeão. De verdade. Nessas 15 disputas, a Raposa foi campeã de uma, finalista em quatro, teve o caminho interrompido pelo campeão em outras oito oportunidades e, neste ano, caiu para clubes que continuam nas disputas. Ou o Cruzeiro é campeão ou você é campeão se eliminar o Cruzeiro. Vamos aos fatos. 

Cruzeiro mira o penta da Copa do Brasil
(Créditos: Rafael Ribeiro/Light Press/Cruzeiro)

Em competições sul-americanas, o Cruzeiro foi eliminado em 2014 e em 2015 nas quartas de final por dois times argentinos que viriam a ser campeões da Copa Libertadores na sequência: San Lorenzo e River Plate, respectivamente. Já na Copa Sul-Americana, a única participação celeste no período foi justamente neste ano, quando caiu prematuramente diante do Nacional, do Paraguai, na primeira fase. O Nacional segue vivo, tendo se classificado para as quartas de final, cujo adversário será o Independiente.

Entre vices e quedas prematuras

Nos campeonatos estaduais, como é de se esperar, a presença nas fases finais é muito mais frequente. Nos anos de 2013 e 2017, foi vice-campeão. Em 2015 e 2016 parou nas semifinais, perdendo os confrontos para os campeões Atlético e América, na ordem cronológica. Em 2014, foi campeão. Até na Copa da Primeira Liga a estatística confirma essa curiosa coincidência: na primeira edição, ano passado, o Cruzeiro não passou da fase de grupos. Entretanto, no grupo, estava o campeão Fluminense. Já neste ano, de maneira frustrante o time celeste não conseguiu superar o Londrina na semifinal. Os paranaenses enfrentarão o rival Atlético na decisão.

Paixão e fé: os torcedores cruzeirenses
(Créditos: Rafael Ribeiro/Light Press/Cruzeiro)

E a sina não mudou quando o assunto é Copa do Brasil. Em 2013, o Cruzeiro perdeu o jogo de volta para o Flamengo nas oitavas de final e acabou caindo: Flamengo campeão. Em 2014, finalista e vice-campeão diante do Atlético-MG. Um ano depois, mais uma vez nas oitavas, o algoz foi o Palmeiras, campeão sob a batuta de Marcelo Oliveira. Ano passado, contrariando o retrospecto diante dos gaúchos, fomos eliminados na semifinal pelo Grêmio, que ganharia o torneio e se tornaria o maior vencedor da história

Mais uma vez estamos na final. Podemos vingar 2013, 2016, voltar a dividir a hegemonia da Copa do Brasil com o Grêmio e, de quebra, soltar o grito a tanto tempo preso em nossas gargantas. Foi um caminho árduo até aqui. Com exceção das primeiras fases, nenhuma classificação foi tranquila e todas as etapas vencidas foram muito comemoradas e nos colocam em pé de igualdade com nosso adversário, que tem um time muito qualificado e quer vencer essa final tanto quanto nós. Precisamos de um diferencial. Energia positiva, vibração, apoio, fé. Confiar no time e fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para voltar a vencer uma copa.

Precisamos vencer uma Copa. Merecemos vencer uma Copa!

*Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!

22/09/2017


Levantamento a partir das análises de 112 lances, de 98 jogos, indica
36 erros graves dos árbitros em 24 rodadas de Campeonato Brasileiro

Vinícius Dias

O gol marcado por Jô no último domingo, completando com o braço cruzamento de Marquinhos Gabriel diante do Vasco, representou o 36º erro grave de arbitragem neste Campeonato Brasileiro. O número é resultado de levantamento feito pelo Blog Toque Di Letra a partir das análises de decisões divulgadas rodada a rodada pela CBF. Considerando os 112 lances apresentados, de 98 jogos, o Cruzeiro está entre os clubes contra os quais os árbitros mais erraram. O Corinthians lidera o ranking de equívocos a favor, enquanto o Atlético/MG tem saldo zerado.


Em meio ao debate sobre o uso do árbitro de vídeo a partir da rodada deste fim de semana, além das não expulsões, o levantamento classificou como graves os casos de gol/não foi gol e pênalti/não foi pênalti, cujas marcações, a princípio, poderiam ser revisadas com o auxílio da tecnologia. Com base neste critério, 36 dos 40 erros listados pela CBF foram contabilizados. A lista reúne 19 penalidades não marcadas e três inexistentes assinaladas, três situações em que deveria ter sido aplicado cartão vermelho, sete gols irregulares validados e quatro mal anulados.

Galo: pênalti não assinalado em dérbi
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Os erros das 24 rodadas foram divididos a favor de 18 clubes e contra 16 - apenas a Ponte Preta não aparece em nenhuma das duas listas. Além do Cruzeiro, Atlético/PR, Botafogo, Vitória e Palmeiras tiveram quatro lances contrários assinalados. Por outro lado, o Corinthians teve quatro favoráveis. Os paulistas lideram a classificação por erros, elaborada pela reportagem considerando as decisões que beneficiaram ou prejudicaram os 20 clubes e tendo como critérios de desempate número e tipo - lances de gol, pênalti e expulsão, nesta ordem - de equívocos a favor.

Erros em jogos de Atlético e Cruzeiro

Entre os 112 lances destacados nas análises da CBF, dois tiveram o Atlético/MG como prejudicado: um pênalti não marcado no clássico com o Cruzeiro, válido pela 11ª rodada, e um gol mal anulado no confronto contra o Coritiba, na 17ª rodada. Na partida no Couto Pereira, marcada por polêmicas, também ocorreu uma das duas decisões que beneficiaram o alvinegro na competição: a penalidade não assinalada a favor da equipe paranaense. Erro semelhante ao da 10ª rodada, quando a arbitragem deixou de marcar pênalti para a Chapecoense, em duelo na Arena Condá.

Raposa: pênalti não marcado ante o líder
(Créditos: Marcello Zambrana/Light Press/Cruzeiro)

Dos 36 erros contabilizados, sete aconteceram em partidas que tiveram o Cruzeiro em campo. Os árbitros deixaram de assinalar quatro penalidades para o time comandado por Mano Menezes até o momento: nos embates contra Chapecoense, na 4ª rodada; Corinthians, na 7ª; Avaí, na 16ª; e Sport, na 21ª. Por outro lado, em três oportunidades, não foram marcados pênaltis a favor de adversários da Raposa neste Campeonato Brasileiro: um para a própria Chapecoense, na 4ª rodada; outro para o rival Atlético, na 11ª; e o mais recente para o Palmeiras, na 12ª.

Classificação por erros de arbitragem - Série A:

Corinthians - quatro a favor, dois contra / saldo = dois a favor
Grêmio - três a favor, um contra / saldo = dois a favor
Santos - dois a favor, nenhum contra / saldo = dois a favor
Fluminense - dois a favor, nenhum contra / saldo = dois a favor
Vasco - dois a favor, um contra / saldo = um a favor
Sport - dois a favor, um contra / saldo = um a favor
Flamengo - um a favor, nenhum contra / saldo = um a favor
Chapecoense - três a favor, três contra / saldo = zero
Coritiba - dois a favor, dois contra / saldo = zero
Atlético/MG - dois a favor, dois contra / saldo = zero
São Paulo - um a favor, um contra / saldo = zero
Atlético/GO - um a favor, um contra / saldo = zero
Avaí - um a favor, um contra / saldo = zero
Ponte Preta - nenhum a favor, nenhum contra / saldo = zero
Cruzeiro - três a favor, quatro contra / saldo = um contra
Bahia - nenhum a favor, um contra / saldo = um contra
Botafogo - dois a favor, quatro contra / saldo = dois contra
Vitória - dois a favor, quatro contra / saldo = dois contra
Palmeiras - dois a favor, quatro contra / saldo = dois contra
Atlético/PR - um a favor, quatro contra / saldo = três contra

21/09/2017


Criador da torcida, que tem 42 cadeirantes, se reuniu com dirigente
em maio; desejo é uma categoria cativa para PNEs e acompanhantes

Vinícius Dias

Do duelo de volta das semifinais da Copa do Brasil, quando mais de 55 mil torcedores assistiram ao triunfo sobre o Grêmio, à partida de pior público pagante do Cruzeiro nesta temporada, com menos de 5 mil diante do Tricordiano, o setor vermelho inferior teve um rosto em comum na maioria dos jogos no Mineirão: Leônidas Bisneto. Nem mesmo a mobilidade reduzida é entrave para o torcedor, de 29 anos, que geralmente é acompanhado pela mãe, Soraya Galvão. "Neste ano, não devo ter ido a apenas um. É raro eu deixar de ir", afirma ao Blog Toque Di Letra.


Sócio Cruzeiro Sempre desde dezembro de 2013, o triplégico se vale da possibilidade oferecida aos associados da categoria para adquirir dois ingressos e acessar o estádio com um acompanhante, que o auxilia na locomoção. "Sou carregado da cadeira de rodas para o carro, do carro para a cadeira. Tenho que ser empurrado", revela. Nos últimos meses, no entanto, a presença no estádio também tem marcado a mobilização para que o benefício seja transformado em garantia com a criação de uma categoria exclusiva para Portadores de Necessidades Especiais - PNEs.

Ação envolvendo cadeirantes no estádio
(Créditos: Cristiane Mattos/Arquivo Pessoal)

Fundador da torcida Cruzeiro Eficiente, que atualmente conta com 42 membros cadeirantes, Leônidas se reuniu no dia 15 de maio com o gerente do programa Sócio do Futebol, Bernardo Mota, a fim de apresentar as reivindicações. "Essa categoria facilitaria a compra dos nossos ingressos, já que (os não-sócios) têm muitas dificuldades de comprar nas bilheterias, além de elas não possuírem a altura ideal para os cadeirantes", exemplifica. Desde então, está na expectativa por novidades. "Vai beneficiar todas as pessoas com necessidades especiais", ressalta.

Mobilização e palavra do Cruzeiro

O objetivo de Leônidas é que o Cruzeiro crie uma categoria cativa para PNEs. Os associados pagariam um valor mensal fixo e teriam direito a dois ingressos por partida como mandante: um para o titular do cartão, outro para o acompanhante. "Todos os integrantes da torcida Cruzeiro Eficiente têm a intenção de fazer esse sócio, desde que isso nos ajude e evite os problemas que sempre acontecem. Porque tem que facilitar para a gente e para o acompanhante", frisa. "(Os que hoje não são sócios), por exemplo, não precisariam mais sair de casa", acrescenta.

Leônidas e Sabrina Moreira na reunião
(Créditos: Torcida Cruzeiro Eficiente/Arquivo)

Consultado, o clube celeste se posicionou nessa quarta-feira. "O Cruzeiro Esporte Clube está estudando um formato para que possa atender à reivindicação. Assim que tivermos uma definição iremos informar a todos os que nos procuraram relatando a viabilidade de uma nova categoria de sócio", destacou o setor responsável pela área de sócios do futebol, por meio do departamento de comunicação.

Concessionária projeta novidades

Responsável pelo setor vermelho inferior, onde fica a área para PNEs, a Minas Arena se mostrou receptiva à ideia. "Recebemos a demanda do Cruzeiro para criar um programa de sócios para pessoas com deficiência aqui no Mineirão. Essa solicitação foi muito bem recebida e há conversas para que seja mais um produto disponível para o torcedor. Esperamos que possamos anunciar novidades em breve", disse via assessoria de imprensa.

20/09/2017


Treinador baiano tem aproveitamento 1,4% superior ao gaúcho, com
leve melhora na zaga e ataque, mas sofre com jejum dos artilheiros

Vinícius Dias

A derrota por 2 a 0 para o Bahia na Arena Independência, em jogo válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, marcou o fim da era Roger Machado no Atlético. O gaúcho, que deixou o time com 20 pontos em 45 disputados, foi substituído por Rogério Micale. Prestes a completar dois meses no cargo, o treinador campeão olímpico em 2016 tem números muito semelhantes aos do antecessor no torneio e vê o alvinegro distante do G6, definido pelo presidente Daniel Nepomuceno como obrigação.


O baiano esteve à frente do Atlético em oito rodadas. Com ele, a equipe somou 11 dos 24 pontos possíveis, com aproveitamento de 45,8%. Roger Machado, por sua vez, conquistou 44,4% dos pontos disputados do jogo de abertura do Campeonato Brasileiro, diante do Flamengo, no Maracanã, à demissão. Nas 15 primeiras rodadas, o Galo registrou o 11º melhor aproveitamento. Nas últimas oito, período que corresponde à era Micale, aparece em 10º lugar, a seis pontos do líder Atlético/PR.

Roger e Micale: campanhas semelhantes
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Com Roger, o alvinegro balançou as redes 16 vezes - média de 1,07 por jogo - e sofreu 17 gols - média de 1,13 - na competição. Com Rogério Micale, os números tiveram leve melhora. Foram nove gols marcados e nove sofridos, média de 1,125 por jogo. O ponto baixo é o rendimento da dupla de ataque considerada ideal: Robinho e Fred ainda não marcaram sob o comando do baiano. O jejum do camisa 7 está perto de completar quatro meses, enquanto o camisa 9 não marca há mais de dois meses.

Atlético com Roger Machado - Série A:

Partidas disputadas: 25 / Aproveitamento: 44,4%
Retrospecto: cinco vitórias, cinco empates e cinco derrotas
Gols pró: 1,07 por rodada / Gols contra: 1,13 por rodada

Atlético com Rogério Micale - Série A:

Partidas disputadas: oito / Aproveitamento: 45,8%
Retrospecto: três vitórias, dois empates e três derrotas
Gols pró: 1,125 por rodada / Gols contra: 1,125 por rodada

19/09/2017

Cruzeiro da decisão é o melhor de 2017

Vinícius Dias

Escanteio cobrado por Thiago Neves da direita, cabeçada do zagueiro Léo para o fundo das redes aos 17 minutos do segundo tempo: três pontos para o Cruzeiro diante do Bahia, no Mineirão. Quinto triunfo em 28 dias, chegando a oito partidas de invencibilidade e confirmando o melhor momento nesta temporada. Se ainda entrega um futebol mais pragmático do que o torcedor celeste sonha e o elenco sugere, em seu ponto alto, o time comandado por Mano Menezes demonstra confiança para batalhar pelos objetivos e maturidade para alcançar os resultados.


No Campeonato Brasileiro, a terceira melhor campanha do returno inclui partida segura em casa contra o Sport, contra-ataque e bola área funcionando para coroar apresentação de gala do goleiro Fábio diante da Chapecoense, na Arena Condá, e pilares do jogo reativo em alta: o Cruzeiro é o quarto time que mais desarma e lidera o ranking de finalizações certas da competição, de acordo com o Footstats. Somando copas do Brasil e da Primeira Liga, são 12 gols marcados e cinco sofridos - dois deles pela equipe reserva, que foi a campo diante Londrina - nos últimos oito jogos.

Raposa faz 3ª melhor campanha do returno
(Créditos: Renato Padilha/Light Press/Mafalda Press/Cruzeiro)

A oito dias da decisão da Copa do Brasil, a presença no G6 do Campeonato Brasileiro indica resultados em duas frentes e alternativas trabalhadas com sucesso. Raniel foi testado no comando de ataque, rendeu mais do que Sóbis e deve ser titular contra o Flamengo. Antes questionado, Léo tem feito bons jogos ao lado do jovem Murilo. Hudson substituiu Ariel Cabral à altura. Arrascaeta se recuperou de lesão, voltou sem pressão e foi decisivo. O time ainda cede mais espaços do que deveria, mas hoje aproveita melhor os que lhe são oferecidos pelos adversários para crescer.

O empate na ida indica decisão em aberto na Copa do Brasil.
Mas o Cruzeiro que chegará ao Mineirão é o melhor de 2017.

18/09/2017

Cruzeiro fecha 1º semestre com superávit

Vinícius Dias

O Cruzeiro fechou o primeiro semestre de 2017 com superávit de R$ 9,5 milhões. Em seis meses, a Raposa alcançou receita de R$ 164,5 milhões - o que corresponde a quase 70% dos R$ 238,3 milhões arrecadados durante todo o exercício passado. Os números foram divulgados nesta segunda-feira por meio da página Amigos do Gilvan, dedicada a publicar no Facebook as ações do presidente por iniciativa de seus amigos e familiares.

Clube arrecadou R$ 164 mi no semestre
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

A expectativa positiva já havia sido adiantada pelo Blog Toque Di Letra em abril. Em reunião, o clube celeste apresentou orçamento aos conselheiros prevendo superávit de R$ 28,7 milhões ao fim dos 12 meses. A receita operacional bruta com o futebol profissional foi orçada em R$ 381,9 milhões, tendo repasses referentes a direitos econômicos e federativos de atletas, direitos de transmissão e luvas como principais fontes.

Melhor resultado em oito anos

"O clube fechará 2017 com o seu melhor resultado financeiro dos últimos oito anos", assegura trecho do vídeo divulgado. O último superávit do Cruzeiro foi registrado na temporada de 2010, quando as contas tiveram saldo positivo de R$ 1,1 milhão. Desde então, os seis balanços financeiros aprovados pelo Conselho Deliberativo apontaram prejuízo nos exercícios. No ano passado, o déficit superou a faixa dos R$ 29,3 milhões.


Expectativa é de aprovação do projeto nesta segunda; clube prevê
ganho superior aos R$ 31 milhões anuais nas primeiras temporadas

Vinícius Dias

Reunido nesta segunda-feira, o Conselho Deliberativo do Atlético votará até as 21 horas o projeto de construção do estádio, no bairro Califórnia. Uma das mais importantes dos 109 anos de história do clube alvinegro, a decisão deste dia 18 de setembro será tomada em meio a dezenas de cifras. Com base na documentação enviada pelo presidente Daniel Nepomuceno aos conselheiros, o Blog Toque Di Letra destaca nos próximos parágrafos os principais números e valores relacionados ao projeto.


A capacidade total prevista é de 41,8 mil torcedores. Incluindo os 36 camarotes, que representariam 896 lugares, e uma área vip/lounge com 3.645 lugares, a Arena multiuso contaria com 12 setores. "Pensada para atender a todos os tipos de torcedores, a setorização nos permite precificações diferentes, proporcionando altas taxas de ocupação com a elevação do ticket médio", assegura o projeto apresentado pelo Atlético. A estrutura ainda teria dois restaurantes e 46 bares.

Arena terá capacidade para 41,8 mil
(Créditos: Clube Atlético Mineiro/Divulgação)

Serão necessários R$ 410 milhões para a obra. R$ 250 milhões viriam da Multiplan, em troca de 50,1% do Diamond Mall - o clube atualmente fica com 15% da receita bruta, o que significou R$ 8,7 milhões em 2016, e já havia recusado proposta do fundo Vinci de R$ 220 milhões por 100%. A venda de camarotes e cadeiras cativas representaria mais R$ 100 milhões - 60% do valor garantido pelo Banco BMG. Também estão assegurados R$ 60 milhões da MRV, referentes aos naming rights.

Retorno técnico e econômico

Com média de público na faixa dos 19,6 mil torcedores por partida na temporada passada, o Atlético projeta a evolução dos números na casa própria. Para os cinco primeiros anos, a média prevista é de 23 mil, com ingressos vendidos ao preço médio de R$ 43,20. No período de 21 anos, são esperados 24 mil torcedores por jogo, representando uma taxa de ocupação de 61% do estádio, construído em terreno avaliado atualmente em R$ 50 milhões, doado ao clube pela MRV.

Clube projeta R$ 31,2 milhões por ano
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Além de ressaltar o ganho técnico, citando como exemplos os resultados de Corinthians e Palmeiras no Brasil e da Juventus na Itália, o Atlético projeta uma receita mensal de R$ 4,2 milhões nos primeiros anos. Descontada a despesa prevista de R$ 1,6 milhão por mês, a expectativa é de ganho anual na faixa dos R$ 31,2 milhões. Com perfil multiuso, a Arena ainda geraria R$ 18 milhões por temporada somando estacionamentos, locações para eventos, concessões de espaços, entre outros.

16/09/2017

Galo é estádio, não shopping: dia 18 é sim!

Alisson Millo*

Vem aí a maior decisão da história do Atlético. Não, não estou aqui falando da final da Primeira Liga, no dia 08 de outubro. Muito menos da decisão de quem vive o pior momento entre Fred e Robinho - corneta básica que não pode faltar. Na próxima segunda-feira, dia 18, o Conselho do Atlético se reunirá para votar o projeto de construção do estádio próprio.


Caminhar lado a lado com gigantes europeus que recentemente ergueram novas arenas, como Arsenal, Schalke 04 e Juventus, e de clubes que neste momento estão fazendo novas casas, a exemplo de Tottenham e Atlético de Madrid. Em resumo, esse é o desejo da diretoria: colocar a pedra fundamental da, até então, Arena MRV. Para os íntimos, Arena Galo Doido. Planejada para mais de 40 mil lugares e em lugar de fácil acesso, diferentemente da Arena Independência, com a expectativa de casa cheia sempre.

Projeto será votado na segunda-feira
(Créditos: Clube Atlético Mineiro/Divulgação)

A previsão é de aumento de receitas com o público, que iria desde a saudosa geral aos camarotes, e expandir o Galo na Veia além do próprio estádio. Outro ponto mirado pelos autores do projeto é o crescimento do patrimônio, considerando que, conforme a convocação de Daniel Nepomuceno, não sairia nada dos cofres do Galo, mas sim de investidores. A proposta da Multiplan, administradora do Diamond Mall, é de R$ 250 milhões por 50,1% do shopping. Além disso, já estão viabilizados R$ 120 milhões, entre cadeiras cativas que serão adquiridas pelo Banco BMG e naming rights, que devem ficar com a MRV, construtora que doou o terreno.

Sonho perto de virar realidade

Como afirmou Alexandre Kalil na reta final do mandato, o Atlético é um clube de futebol. Vou além: é com isso que deve faturar, e não com administração de shopping. Ainda mais com uma boa proposta na mesa, que pode, enfim, representar a estabilidade financeira. Felizmente, o sonho da casa própria não é só dos dirigentes. Grande parte da torcida se diz favorável. Este que vos fala joga nesse time e sabe que o peso nos ombros dos conselheiros que vão à votação será grande. Talvez ainda maior sobre os que não pretendem participar, já que ausência, no fim, é voto contra.

Estudos foram iniciados na era Kalil
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Claro que essa mudança radical no curso do futuro do Atlético não seria unanimidade. Alguns nomes da oposição já se mostraram contrários e podem ser uma pedra no caminho do sonho. Mas, como dizem, cavalo arriado não passa duas vezes, então é uma oportunidade que, modestamente, acredito que o Atlético não deveria deixar passar. Já perdemos tanto esse ano, não podemos ver derrotada essa chance de finalmente ter nossa casa e honrar o nome de Minas no cenário esportivo mundial.

*Jornalista. Corneteiro confesso e atleticano desde 1994.
Goleiro titular e atual capitão da seção Fala, Atleticano!

15/09/2017

No América, Luan supera média do Cruzeiro

Da Redação

A finalização certeira de Luan no confronto contra o Paysandu, na última sexta-feira, em Belém, garantiu ao América seu quinto triunfo como visitante e a liderança do Campeonato Brasileiro da Série B. Artilheiro da equipe alviverde na competição, com seis gols, ao lado do meia Ruy, o camisa 11 tem motivos para comemorar no retorno a Minas Gerais. Há menos de quatro meses no Coelho, o atacante já igualou os números registrados em 2013 pelo Cruzeiro e, na média, tem sido mais decisivo.

Luan vive bom momento no América
(Créditos: Carlos Cruz/América FC/Divulgação)

Em 20 partidas, Luan balançou as redes seis vezes e deu uma assistência no América. Marca idêntica à de 2013, mas atuando 24 vezes pela Raposa. De acordo com levantamento da agência Felleger und Felleger, naquele ano, o atacante teve participação direta em 15,6% dos tentos marcados pelo time celeste nos duelos em que esteve em campo. No alviverde, o índice é de 25%, com uma média de 0,3 gol por jogo, contra 0,25 gol por jogo na temporada em que foi campeão brasileiro pelo Cruzeiro.

Emprestado pelo Palmeiras, o camisa 11 voltará a campo nesta sexta-feira, diante do Ceará, em Fortaleza. "Estou muito feliz aqui e quero fazer o melhor para ajudar o América a subir para a Série A", destaca.

Luan em 2013 - números no Cruzeiro:

Número de jogos: 22 partidas oficiais, dois amistosos
Gols marcados: seis / Assistências: uma
Gols do Cruzeiro: 45 - participação em 15,6%

Luan em 2017 - números no América:

Número de jogos: 20 partidas oficiais
Gols marcados: seis / Assistências: uma
Gols do América: 28 - participação em 25%

14/09/2017


Iniciada após volta do craque ao país, produção reúne entrevistas
dos ídolos cruzeirenses Dirceu Lopes, Marcelo Ramos e Aristizábal

Vinícius Dias

Dois gols e duas assistências no clássico do estadual contra o Atlético. Letra diante do Flamengo, na decisão da Copa do Brasil, em pleno Maracanã. Golaço sobre o São Caetano, na 1ª rodada do Campeonato Brasileiro, com direito a placa no Mineirão. Capitão da Tríplice Coroa, o meia Alex conquistou o coração dos cruzeirenses em 2003. Idolatria compartilhada com os torcedores de Palmeiras, Coritiba e Fenerbahçe, da Turquia, e eternizada no documentário Alex Câmera 10. Com 97 minutos, a produção terá pré-estreia na próxima segunda-feira, dia 18 de setembro, em Curitiba.


"A saída dele da Turquia foi abrupta. A gente mostra isso. Quando veio embora para o Brasil, Alex tinha propostas do Cruzeiro, do Palmeiras e do Coritiba. Ele atendeu ao coração", destaca Adriano Rattmann, produtor executivo, ao Blog Toque Di Letra. Dirigido por Cauê Serur, o filme revive em detalhes as duas últimas temporadas da carreira do curitibano. "A maior parte das imagens é nossa. Grudamos no Alex e produzimos. A gente tem o último gol dele contra o Cruzeiro, no Mineirão. Inclusive, ele foi aplaudido pela torcida naquela partida", exemplifica.

Alex comemora 40 anos nesta 4ª feira
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Se na noite de 17 de maio de 2014 o craque e o clube celeste estiveram em lados opostos, 11 anos antes, juntos, tiveram vários títulos e motivos para comemorar. "Em um ano, ele consegue ser imortal", define o ídolo Dirceu Lopes em uma das cenas. "Filmamos o jogo de despedida dele pelo Cruzeiro no Mineirão, em 2015, temos depoimentos de Marcelo Ramos, Aristizábal, Zinho... Dirceu Lopes, por exemplo, fala que quase não ia ao estádio depois que parou de jogar. Por conta do Alex, que estava jogando muito, 2003 é o ano em que ele mais foi", acrescenta Rattmann.

De 50 salas na Turquia a CINEfoot

Para o jornalista e torcedor coxa-branca, o documentário coroa um momento especial. "Primeiro, é um sonho fazer um trabalho com um amigo. Segundo, retribuir a ele as alegrias que me deu, não só como jogador do Coritiba, mas em outros clubes, porque eu gosto de futebol bonito", afirma, em contagem regressiva. "É uma carreira que merece ser destacada. Resgata toda a história dele. Lances geniais, depoimentos geniais. Enfim, mostra um pouco desse Alex jogador, dentro de campo, da personalidade dele fora de campo, da idolatria dele na Turquia. Fomos lá gravar".

Apenas para convidados, Alex Camêra 10 terá pré-estreia no dia 18, em Curitiba. Em outubro, será exibido em pelo menos 50 salas de cinema turcas. Em novembro, estará em cartaz na etapa carioca do CINEfoot. Belo Horizonte também deverá receber evento nos próximos meses.

Confira o trailler do documentário:

13/09/2017

Clima amistoso pré-eleições no Barro Preto

Vinícius Dias

A menos de três semanas das eleições presidenciais do Cruzeiro, as chapas de situação (União - Pelo Cruzeiro, Tudo) e oposição (Tríplice Coroa) se movimentaram na noite dessa terça-feira na tradicional Confraria San Sebastian. Apoiadores dos dois grupos políticos revelaram ao Blog Toque Di Letra que o clima no Parque Esportivo do Barro Preto foi "bastante amistoso". Dezenas de conselheiros marcaram presença.


Além dos candidatos Wagner Pires e Sérgio Rodrigues, que não tiveram contato direto, compareceram nomes como o presidente Gilvan de Pinho Tavares, os atuais vices José Francisco Lemos e Márcio Rodrigues e os ex-presidentes César Masci, Alvimar Perrella e Zezé Perrella. O senador, por sinal, aparece cantando o hino do Cruzeiro perto de Wagner e Márcio em vídeo publicado no Twitter pelo conselheiro Fábio Elias de Paula.


O novo presidente será escolhido no dia 02 de outubro, na primeira das três eleições definidas pelo estatuto. Em novembro, o clube celeste conhecerá a nova mesa diretora do Conselho Deliberativo, em disputa cujos cabeças de chapa de situação e oposição, respectivamente, são Fernando Torquetti Júnior e Zezé Perrella. Em dezembro, serão eleitos os 220 associados conselheiros e os 110 suplentes para o triênio 2018/2020.

12/09/2017


Vinculado ao São Paulo, camisa 25 é o único titular com contrato
perto do fim na Raposa; dirigente exalta projeto em longo prazo

Vinícius Dias

Peça-chave na caminhada do Cruzeiro na Copa do Brasil, Hudson é o único dos 14 jogadores acionados por Mano Menezes na primeira partida da final com contrato perto do fim. Vinculado ao São Paulo até o fim de 2019, o volante está emprestado até dezembro ao clube celeste, que tem opção de compra de parte dos direitos. A palavra final sobre o possível investimento caberá ao sucessor de Gilvan de Pinho Tavares na presidência.


"É uma decisão que o Cruzeiro pode tomar até 31 de dezembro. Ficará para o novo presidente, até porque é uma decisão sobre ele jogar no ano que vem", pontuou o vice-presidente de futebol celeste, Bruno Vicintin, ao Blog Toque Di Letra. "Quando nós emprestamos o Neílton, e o São Paulo emprestou o Hudson, os dois foram com passe fixado", acrescentou, relembrando a negociação selada no fim de 2016.

Hudson: herói na semi da Copa do Brasil
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Oficialmente, os clubes evitam falar em valores. Nos bastidores, a informação é de que o Cruzeiro precisará desembolsar, em parcelas, cerca de R$ 5 milhões para ficar com 50% dos direitos econômicos do camisa 25. Enquanto Neilton não se firmou no tricolor paulista e foi reemprestado ao Vitória, o volante já disputou 31 jogos pelo time mineiro - 26 como titular - e marcou três gols, dois deles na Copa do Brasil.

Planejamento em longo prazo

Do elenco principal, à exceção de Hudson, o volante Lucas Silva, que pertence ao Real Madrid, é quem tem o vínculo mais curto: até junho de 2018. A permanência das principais peças na Toca da Raposa II é motivo de comemoração no departamento de futebol. "Fico feliz de entregar um clube que não tem nenhuma grande situação contratual a ser resolvida em curtíssimo prazo", destacou Bruno Vicintin.