20/04/2017


Depois de seis exercícios deficitários, Cruzeiro prevê superávit neste
ano; receita bruta com futebol profissional é orçada em R$ 381,9 mi

Vinícius Dias

Depois de seis exercícios deficitários, o Cruzeiro prevê fechar 2017 com superávit de R$ 28,7 milhões. O orçamento para esta temporada foi apresentado aos membros do conselho do clube na noite da última segunda-feira, em reunião que marcou a aprovação do balanço financeiro de 2016. Conforme o Blog Toque Di Letra antecipou, a receita operacional bruta com o futebol profissional foi orçada em R$ 381,9 milhões, projetando os repasses referentes a direitos econômicos e federativos de atletas por cessões, vendas e empréstimos como principal fonte: R$ 125 milhões.


A alta expectativa de arrecadação com negociações até o fim de 2017 foi assunto nos bastidores da reunião entre conselheiros. Um dos nomes mais citados foi o de Arrascaeta: no dia, circulou a informação de que o Cruzeiro recusou, na última janela, uma oferta de cerca de € 15 milhões do mercado europeu pelo jogador. O diretor de comunicação Guilherme Mendes ressaltou que o clube tem recebido propostas pelo camisa 10 constantemente, mas evitou dar detalhes, procedimento de praxe da diretoria celeste em relação a negociações não efetivadas.

Arrascaeta: alvo do futebol europeu
(Créditos: Washington Alves/Cruzeiro)

De acordo com dados registrados no último balanço tendo o dia 31 de dezembro de 2016 como referência, o Cruzeiro detém fatia minoritária dos direitos econômicos de Arrascaeta: 30%. Entre os principais nomes do elenco, apenas quatro estão 100% ligados ao clube celeste: Fábio, Rafael, Ariel Cabral e Rafael Sóbis. No caso de Dedé, por exemplo, sequer há participação nos direitos econômicos - no entanto, a Raposa tem direito a um percentual em eventual venda, situação antecipada em 2015.

Time em busca de títulos no ano

Sem comentar números, o departamento de futebol se posicionou sobre o planejamento dos trabalhos até o fim da temporada. "O Cruzeiro buscará cumprir as metas estabelecidas pela área financeira com responsabilidade e a seriedade que sempre marcaram a nossa conduta, mas também mantendo como prioridade a competitividade que nossos times precisam manter para alcançar todos os títulos que disputamos", destacou, nesta quinta-feira, por meio do departamento de comunicação.

Diretoria assegura equipe competitiva
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Em relação a despesas com o futebol profissional, o orçamento prevê, entre outras, custo de R$ 58 milhões com operações de venda e aquisição de atletas. Conforme apurou a reportagem, logo abaixo dos repasses referentes a direitos de atletas, as principais fontes de receitas projetadas são: direitos de transmissão - R$ 100,9 milhões -, luvas - R$ 64 milhões -, patrocínio e marketing - R$ 27,7 milhões. A expectativa quanto a programa de sócios e bilheteria, somados, é de R$ 41,6 milhões.

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