06/07/2017

De Mancini a Mano: expectativa x realidade

Vinícius Dias

"Felizmente, as coisas estão andando até mais do que esperávamos", destacou Vagner Mancini, em 27 de maio, ao Blog Toque Di Letra. Dois dias depois, em meio ao simbolismo do sexto mês da tragédia na Colômbia, a Chapecoense venceu o Avaí por 2 a 0 e assumiu a liderança da Série A pela primeira vez na história. Passados mais 36 dias, o paulista foi demitido, engrossando as estatísticas de trocas de técnico. Oitavo trabalho interrompido em 11 rodadas, em um mercado de expectativas desmedidas e convicção condicionada aos resultados, não ao desempenho.


Vagner Mancini chegou a Chapecó no dia 9 de dezembro. Mais do que montar um time do zero, a missão era ser um dos protagonistas do processo de reconstrução de um clube que havia perdido seus ídolos. Com 50,7% de aproveitamento em 46 partidas, levou o Verdão ao inédito bicampeonato estadual, bons jogos na Libertadores e campanha na média até a 11ª rodada do Brasileirão - 14 pontos, contra os 11 somados em 2014, 16 em 2015, 15 em 2016. A queda foi o preço de um gol sofrido aos 47' e de ter permitido a quem virou modelo pelo longo prazo sonhar no presente.

Mano Menezes: modesto 13º lugar
(Créditos: Washington Alves/Cruzeiro)

No caminho oposto, o Cruzeiro também faz, neste início, um campeonato que não é seu. Com um dos cinco melhores e mais caros elencos do Brasil, Mano Menezes entrega o modesto 13º lugar. Se em 2015 e 2016 a permanência na elite foi suficiente, pouco resultado, escolhas contestáveis e raros lampejos de desempenho nesta temporada indicam que o segundo trabalho mais longevo da era Gilvan ainda não emplacou. Embora tardia, a cobrança feita nessa quarta-feira mostra que a diretoria deseja o time que pode ser e, de forma acertada, não está satisfeita com o que ainda não é.

Oito campeões em 14 anos, 11 rodadas e oito trocas de técnico.
Na Série A, o segredo é saber definir o tamanho da expectativa.

3 comentários:

  1. É fácil botar a culpa no Técnico. Afinal alguém tem que levar a culpa, né? e não vai ser a Diretoria (que contrata mal) e nem os jogadores, que não correspondem ao que se espera deles (às vezes até justificado pelo excesso de jogos). Treinador é coadjuvante e não protagonista. O Cruzeiro tem excesso de atacantes, de meio de campo e até de lateral esquerdo, mas quantos zaqueiros tem??? e lateral direito??? E aí a culpa do mal desempenho é do Técnico??? Façam me o favor.

    ResponderExcluir
  2. Coitado do técnico..... que culpa ele tem das falhas da zaga, do goleiro que não sai do gol nas bolas alçadas na área, de ter um centroavante como Ramón e uma diretoria que contrata mal, não verificando condições físicas, técnicas e quais as posições carentes.

    ResponderExcluir
  3. A culpa é da diretoria e também do tecnico, que ate hoje não tem um padrao de jogo, uma base formada. Como não é possivel demitir os 11 jogadores de uma vez, então tira esse técnico e coloca outra que possa mudar esse time. senão vai para a segunda divisao.

    ResponderExcluir